

Não há nada que retenha um espírito livre
Por : Paulo Muhongo — Escritor, Poeta e Analista Político
I. O Espírito que Não se Prende
Não há nada que retenha um espírito livre.
Pois, se bem que o corpo possa por vezes estar acorrentado pelas malícias que a vida nos presenteia, quando o espírito é livre, nada o prende.
É uma luta constante para não renunciar ao que se fez outrora, ao que se construiu com tanto querer.
É recusar deixar-se vencer pelo estado atual. Aceitar a realidade e fazer o que se pode com o que se tem.


II. A Mulher que Caminha sem Medo
Prova dessa resiliência é essa mulher sobre a qual pouco ou quase nada sei.
O que sei foi-me contado pelos ouvidos traiçoeiros que são os meus.
Entre vozes que aqui murmuram, ouvi dizer que essa mulher, a quem admiro, é uma alemã que percorre cada canto das ruelas de Lisboa numa cadeira de rodas.
Sabe-se que as ruas de Lisboa não são as mais fáceis para quem se desloca numa cadeira de rodas.
No entanto, sem medo ou receio, ela vagueia pelos pontos turísticos da cidade.


III. O Jardim e a Liberdade em Pequenos Gestos
Entre esses vários pontos da pequena cidade lisboeta que ela percorre, existe um lugar quase estratégico onde quase sempre está: o pequeno jardim junto à Feira da Ladra.
Nesse pequeno quiosque, ocupa uma mesa.
Por vezes está só, outras vezes ao lado dos seus amigos.
Quando está só, mergulha num livro ou dedica-se à criação de um bordado.
Sempre com uma taça de vinho branco nas mãos e o sorriso entre os lábios.
Sem nunca se punir ou condenar pelo seu estado.
Apenas aproveitando a vida com tudo o que pode e fazendo valer a pena cada dia.
💬 E você, o que pensa?
O que o impede de viver plenamente: as circunstâncias da vida ou os limites que impõe a si próprio?
Não Há Nada que Retenha um Espírito Livre | Uma Lição de Resiliência em Lisboa
Uma reflexão profunda sobre liberdade, resiliência e superação. A história inspiradora de uma mulher que percorre Lisboa numa cadeira de rodas e nos ensina que a verdadeira liberdade pertence ao espírito.
NOVOARTIGOPROSACONTOSHISTÓRIAPOESIA
6/2/20262 min ler
